19 e 20 de julho e 26 e 27 de julho de 1952 · Washington, D.C., EUA: Aeroporto Nacional de Washington, Base Aérea de Andrews e Base Aérea de Bolling
Onda de óvnis de Washington, D.C.
Testemunhas Dezenas de profissionais. Só na noite de 26 para 27/07, um relatório da Inteligência da Força Aérea para o Blue Book cita 9 controladores do centro ARTC e 2 operadores da torre. Cita também um inspetor de voo da CAA, pilotos comerciais e tripulações de F-94. Em 20/07, cinco pessoas em Andrews viram três objetos laranja-avermelhados.
Em duas noites de sábado seguidas, os radares do Aeroporto Nacional e da Base Andrews captaram alvos desconhecidos. Os alvos eram lentos e às vezes aceleravam de repente. Pilotos comerciais e militares viram luzes brancas ou alaranjadas onde o radar marcava os alvos. Um comandante da Capital Airlines as descreveu “like falling stars without tails”: subiam, desciam e pairavam.
Linha do tempo
- 19/07/1952, 23h40O radar do centro ARTC do Aeroporto Nacional capta alvos desconhecidos. Andrews e Bolling também registram ecos.
- 20/07/1952, cerca de 1hUm piloto da Capital Airlines vê seis luzes. O controlador-chefe Harry Barnes diz que elas batiam com os ecos do radar.
- 20/07/1952, depois das 3hChegam caças F-94. Os ecos somem quando os jatos se aproximam e voltam quando eles partem.
- 26/07/1952, 21h50Até 12 alvos aparecem ao mesmo tempo no radar ARTC. Às 23h, dois F-94 decolam, e um piloto vê luzes que não consegue alcançar.
- 29/07/1952, 16hO general John Samford faz no Pentágono a maior coletiva da Força Aérea desde a Segunda Guerra. A inversão térmica vira a explicação divulgada.
Investigação
Segundo a CIA, o pico de relatos em julho de 1952 alarmou o governo Truman. A Força Aérea sugeriu inversões térmicas, e um estudo da Administração de Aeronáutica Civil (CAA) apoiou essa ideia. A CIA formou um grupo de estudo, que levou ao Painel Robertson em janeiro de 1953. Edward Ruppelt, chefe do Blue Book, escreveu que a inversão de cada noite era fraca demais para gerar aqueles ecos. Ele registrou os dois episódios como “desconhecidos”. Samford admitiu que restavam relatos de “credible observers of relatively incredible things”.
Leituras lado a lado
Para a Força Aérea e para a CAA, inversões térmicas geraram ecos falsos, e as luzes eram estrelas, meteoros e luzes da cidade. O astrônomo Donald Menzel e o jornalista Philip Klass, da Aviation Week, defenderam essa leitura. Klass lembrou em 2002 que o radar de 1952 não filtrava bem alvos comuns.
O escritor Donald Keyhoe sustentou, no livro Flying Saucers from Outer Space, que a Força Aérea preferiu desmentir os discos para evitar pânico. Ruppelt contestou essa versão. O físico Bruce Maccabee citou um estudo da Força Aérea de 1969 sobre miragens para dizer que a inversão daquelas noites não bastava.