Luz que paira e dispara
Uma luz fica parada no mesmo ponto do céu por minutos ou horas. Em certo momento, parte em alta velocidade, sem aceleração gradual visível. Às vezes para de novo, de forma seca.
Casos documentados
- 1981 a 1984Vale de Hessdalen, NoruegaRegistro
Moradores relataram luzes que ficavam paradas por mais de uma hora e depois se moviam. Na campanha de campo de 1984, com radar e câmeras, o Projeto Hessdalen mediu um alvo a pelo menos 8.000 a 9.000 m/s.
- 2004Oceano Pacífico, costa sul da Califórnia, EUA (grupo do porta-aviões USS Nimitz)Registro
O radar do cruzador USS Princeton acompanhou alvos que surgiam a cerca de 80.000 pés, desciam rápido e paravam a 20.000 pés, pairando. O piloto David Fravor disse que o objeto “Tic Tac” sumiu em cerca de um segundo.
- 1986São José dos Campos (SP) e Sudeste do BrasilRegistro
Por volta das 18h30, o sargento Sérgio Mota da Silva, da torre de São José dos Campos, descreveu uma luz imóvel: “nem sobe nem desce”. O relatório da FAB citou velocidades de subsônicas a supersônicas e objetos pairando.
- 2004 a 2021Áreas de treino e operação militar dos EUARegistro
A avaliação preliminar do ODNI analisou 144 relatos de fontes do governo americano. Em 18 incidentes, descritos em 21 relatos, alguns objetos pareciam parados contra o vento em altitude, manobravam de forma abrupta ou se moviam muito rápido sem propulsão visível.
Leituras lado a lado
Na leitura científica, as luzes de Hessdalen podem ser um fenômeno natural ainda não explicado. As hipóteses incluem combustão de poeira do vale, plasma de poeira ionizado pelo decaimento do radônio e carga elétrica em rochas de quartzo. Caron e Faridi (2016) lembram que a fonte de energia segue desconhecida.
Na leitura científica, parte da arrancada vista em vídeos militares vem do próprio sensor. A NASA calculou que o objeto do vídeo GoFast estava a cerca de 13.000 pés e a uns 64 km/h, velocidade típica do vento ali. A impressão de rapidez vinha do avião e da paralaxe.
Na leitura ufológica, parar e arrancar sem transição é a “aceleração súbita”, um dos “cinco observáveis” que pesquisadores atribuem ao programa AATIP do Pentágono. Kevin Knuth e colegas estimaram, com base em relatos do caso Nimitz, acelerações de quase 100 g a milhares de g, sem estrondo sônico.